"Nem tempo.. nem lugar.. nem a sorte.. nem a morte podem dobrar os mais insignificantes dos meus desejos, o mínimo que seja."
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sábado, 1 de outubro de 2011

Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana



Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo...




Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu
Sei lá
sei lá
sei lá....
Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salve...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Sou tão perto de você...


Quando começar o frio, dentro de nós
tudo em volta parece tão quieto
tudo em volta não parece perto
toda volta parece o mais certo
certo é estar perto sem estar
perto de você, sou tão perto de você, sou tão perto de você

Quando o tempo não passar, dentro de nós
cada hora é como uma semana
cada novo alô é mais bacana
cada carta que eu nunca recebo
é sempre um motivo pra lembrar
sou tão perto de você 

Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe...

Quando alguém se machuca, dentro de nós
toda culpa parece resposta
nossa busca não parece nossa
nosso dia já não tem mais festa
não tem pressa nem onde chegar
sou tão perto de você 

Quando a paz se anunciar, dentro de nós
é porque aquilo que nos cega, mostra um outro lado da moeda
que não apaga as coisas do meu peito
o preço é me fazer acreditar
sou tão perto de você 

Vida amarga, como é doce a dor da palavra dita de tão longe, dita de tão longe, dita de tão longe

Quando a música acabar, dentro de nós... 

O Teatro Mágico  

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

De ontem em diante - O Teatro Mágico

De ontem em diante serei o que sou no instante agora
Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
Sem a ideia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada
são coisas distintas
Separadas pelo canto de um galo velho
Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho
Do versículo e da profecia
Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?
Minha vida inteira é meu dia inteiro
Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!
Minha mochila de lanches?
É minha marmita requentada em banho Maria!
Minha mamadeira de leite em pó
É cerveja gelada na padaria
Meu banho no tanque?
É lavar carro com mangueira
E se antes, um pedaço de maçã
Hoje quero a fruta inteira
E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa
Da luta não me retiro
Me atiro do alto e que me atirem no peito
Da luta não me retiro...
Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem
(Composição: Fernando  Anitelli)

sábado, 4 de dezembro de 2010

Os Insetos Interiores

Estava explorando blog's quando encontrei uma crítica em relação a uma música do Teatro Mágico, de composição do Fernando Anitelli, relacionada a vida humana.. a nós... e aos insetos interiores que temos..

"Hoje pensando sobre alguns fatos da vida, e analisando determinadas atitudes de pessoas que convivem comigo no meu dia-a-dia, me recordei de uma musica do Fernando Anitelli chamada de Insetos Interiores quando é dito o seguinte:

"Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados."

É evidente analisar que quando o autor narra este "poema" deixa explicitamente claro a sua critica sobre os mais variados tipos de personalidades, atitudes e deselegancias cometidas por nós seres humanos. Somos frutos de uma micigenação estrondosa, assumimos heranças genéticas dos mais variados tipos e raças, e herdamos com elas as suas mazelas, enraizadas na cultura urbanizada, que aliena e fecha o ser humano num ciclo de individualismo e reclusa, que sobre determinados assuntos da sociedade fazemos aquilo que é relatado na musica: "A maioria prefere não se mexer" assumimos as mais variadas formas, nos escondemos atrás de mascaras, que não mostram nosso verdadeiro eu, somos a cada novo instante portadores de atitudes que não são nossas, infelizmente nos tornamos mais um com a massa, enfim nossa pluralidade e jogo de cintura na maioria das vezes não recebe o titulo de virtude, e somos sim quadrados...

"Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores. "

Não sabemos onde queremos chegar, nos tornamos individuos sem perspectivas, e pior depositamos nossos sonhos no famoso "ouro de tolo", aquele que em historias infantis enche os olhos dos ambiciosos, mas que no fim não possui valor algum.
Não possuimos mais caráter algum, até nossas boas atitudes são realizadas com a esperança de algo em troca, não há mais amor, solidariedade, dedicação, só interesse, arrogancia e prepotencia, todos os dias pessoas e mais pessoas vão acordando de seus sonhos, deixando de lado todos os principios que ganharam das gerações passadas, menos pessoas possuem ambição de transformção e assim "Os insetos interiores proliferam-se, Na morte e na merda".
Dessa forma "Para eles, tudo é capaz de ser impossível."


By Jhol

A letra completa da música:

A Metamorfose ou Os Insetos Interiores ou O Processo
Composição: Fernando Anitelli
Notas de um observador:
Existem milhões de insetos almáticos.
Alguns rastejam, outros poucos correm.
A maioria prefere não se mexer.
Grandes e pequenos.
Redondos e triangulares,
de qualquer forma são todos quadrados.
Ovários, oriundos de variadas raízes radicais.
Ramificações da célula rainha.
Desprovidos de asas,
não voam nem nadam.
Possuem vida, mas não sabem.
Duvidam do corpo,
queimam seus filmes e suas floras.
Para eles, tudo é capaz de ser impossível.
Alimentam-se de nós, nossa paz e ciência.
Regurgitam assuntos e sintomas.
Avoam e bebericam sobre as fezes.
Descansam sobre a carniça,
repousam-se no lodo,
lactobacilos vomitados sonhando espermatozóides que não são.
Assim são os insetos interiores.
A futilidade encarrega-se de maestra-los.
São inóspitos, nocivos, poluentes.
Abusam da própria miséria intelectual,
das mazelas vizinhas, do câncer e da raiva alheia.
O veneno se refugia no espelho do armário.
Antes do sono, o beijo de boa noite.
Antes da insônia, a benção.
Arriscam a partilha do tecido que nunca se dissipa.
A família.
São soníferos, chagas sem curas.
Não reproduzem, são inférteis, infiéis, (in)vertebrados.
Arrancam as cabeças de suas fêmeas,
Cortam os troncos,
Urinam nos rios e nas somas dos desagravos, greves e desapegos.
Esquecem-se de si.
Pontuam-se
A cria que se crie, a dona que se dane.
Os insetos interiores proliferam-se assim:
Na morte e na merda.
Seus sintomas?
Um calor gélido e ansiado na boca do estômago.
Uma sensação de: o que é mesmo que se passa?
Um certo estado de humilhação conformada o que parece bem vindo e quisto.
É mais fácil aturar a tristeza generalizada
Que romper com as correntes de preguiça e mal dizer.
Silenciam-se no holocausto da subserviência
O organismo não se anima mais.
E assim, animais ou menos assim,
Descompromissados com o próprio rumo.
Desprovidos de caráter e coragem,
Desatentos ao próprio tesouro...caem.
Desacordam todos os dias,
não mensuram suas perdas e imposturas.
Não almejam, não alma, já não mais amor.
Assim são os insetos interiores.